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Tudo o que quem pega ônibus precisa saber

como vai funcionar o transporte público de Bertioga



A prefeitura de Bertioga e a City Transporte Urbano Global Ltda assinaram contrato emergencial ontem, às 16 horas, na rodoviária da Vista Linda. A empresa atenderá aos passageiros de Bertioga por meio de contrato emergencial, por 180 dias, no valor de R$ 750 mil com remuneração R$ 8,00 (oito reais) por quilômetro rodado.

Dirigentes municipais e da empresa estavam presentes na cerimônia e responderam a algumas perguntas que preocupam os usuários de transporte da cidade.  Uma das principais dúvidas dos usuários é sobre a quantidade de ônibus, na medida em que isso se reflete no tempo de espera nos pontos. Com a viação Bertioga, a cidade possuía cerca de dez ônibus, e as reclamações eram constantes entre as pessoas que  utilizavam transporte público. Segundo o presidente da City, Roberto Pereira de Abreu, dos 17 ônibus trazidos para a cidade, 15 iniciam a circulação hoje.  Esta quantidade, entretanto, poderá aumentar. “Vamos medir a necessidade. Onde estiver precisando mais, nós vamos colocando mais ônibus”, afirmou.

O presidente da City também disse que pretende, juntamente com a prefeitura, rever os trajetos dos ônibus, muito demorados, na opinião de diversas pessoas que fazem uso de transporte coletivo na cidade. “Nós vamos começar a trabalhar e a sentir as necessidades [da população] e vamos tentar, diante da prefeitura, começar a mudar, fazer trajetos mais rápidos e mais eficientes”.

Representando seus colegas, também estava presente na cerimônia o motorista Emilio Carlos Américo, demitido por whatsapp da empresa anterior e readmitido pela nova concessionária, com mediação da prefeitura. Roberto Abreu, presidente da City, esclarece o processo. “A prefeitura solicitou que a gente contratasse, e nós cumprimos a solicitação da prefeitura e fizemos a contratação. Já tem 60 contratados hoje.” Em relação aos demais demitidos ainda não contratados, a intenção da empresa é gradualmente absorvê-los todos: “nós pretendemos contratar os outros, mas vamos, agora, aos poucos, sentindo a cidade, a necessidade de aumento de frota, e vamos contratando mais, depois mecânicos, até fechar a equipe", completa Abreu.

Do lado do trabalhador, apesar de ainda preocupado com os colegas não readmitidos nesta primeira leva de contratações, Emilio relata estar feliz por finalmente voltar a trabalhar. “Minha carteira foi assinada hoje na City, hoje eu sou funcionário. A gente fica alegre, mas um pouco triste, porque nesse primeiro momento não vão [retornar] todos os trabalhadores. Mas assim que as coisas voltarem ao normal, com certeza todos vão ter a mesma oportunidade que eu tô tendo hoje.”

Com os ônibus retornando hoje, às 14h horas, Emílio relatou que ele e colegas não se aguentam de ansiedade. “ ansioso. E tem colega que a empresa falou que foi contratado ontem e que me falou que não consegue nem dormir à noite de tanta ansiedade de voltar a trabalhar”.

Segundo o presidente da City, na cerimônia no posto operacional da Vista Linda, onde se encontra a nova frota, o que a empresa trás para a cidade é uma “ótima infraestrutura. Os ônibus são todos 0 km, com ar-condicionado, elevador para cadeira de deficiente. Suporte para wi-fi. Em breve, os ônibus vão ter wi-fi. Tudo de mais moderno que hoje existe no mercado de transporte urbano do Brasil”.

O Secretário de Segurança e Cidadania de Bertioga, Luiz Fernando Stefani, falou sobre uma das questões que mais têm preocupado os moradores: com a saída abrupta da Viação Bertioga, muitos usuários do transporte ainda tinham saldo em seus cartões, as empresas já haviam depositado para a Viação Bertioga o valor referente ao mês completo de vale transporte. Uma parte desses valores ficou no cartão de um ônibus que não circula mais. Stefani disse que, mesmo este sendo um valor que a Viação Bertioga tem de ressarcir às pessoas e às empresas, a prefeitura procura mediar a questão: “se uma loja não te entrega algo, você não vai cobrar a loja vizinha. É o que está acontecendo com a Viação Bertioga.”

Em seguida,  a diretora de trânsito e transportes de Bertioga, Thalita Walperes, explicou que os valores referentes aos créditos foram recebidos pela Viação Bertioga, de modo que é a empresa que deve ressarcir quem tem valores no cartão. “Mesmo assim a prefeitura está tentando mediar algo”, disse o secretário.

Segundo o presidente da nova concessionária, nesse quesito a empresa está de mãos atadas. De acordo com ele, não há nem condições técnicas, nem condições financeiras de os cartões dos ônibus antigos serem utilizados nos novos: “o cartão [da Viação Bertioga] anterior, é outro sistema, são outros validadores.  Aquele cartão não é compatível com esses ônibus [da City]. A empresa anterior que recebeu esse crédito tem que ressarcir o dono do cartão. Quem tem o crédito hoje tem que procurar a empresa pra ser ressarcido”, afirma.  

 


Fonte: https://costanorte.com.br/geral/tudo-que-quem-pega-%C3%B4nibus-tem-que-saber-como-vai-func | 20/10/2020 - 10:47

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